Periferia Viva é destaque na CBN




A pandemia do novo coronavírus escancarou as desigualdades sociais e deixou ainda mais vulneráveis as populações de baixa renda, que vivem em condições precárias de moradia, alimentação e saneamento. E são justamente essas pessoas que têm ficado desassistidas pelo poder público na região metropolitana de Belo Horizonte. Setenta por cento dos 34 municípios do entorno da capital não adotaram nenhum programa de distribuição de alimentos para essa população.


Diante desse cenário, as necessidades das populações mais pobres estão sendo supridas pela sociedade civil organizada. Um exemplo é o programa Periferia Viva, projeto irmão do nosso Comunidade Viva sem Fome, que formou uma rede com 100 projetos sociais da região metropolitana de Belo Horizonte e interior de Minas, atingindo um público de cerca de 100 mil pessoas de favelas e aglomerados. Entre as ações desenvolvidas estão distribuição de cestas básicas, kits de higiene, atendimento psicossocial e apoio a trabalhos informais, como de costureiras. A coordenadora do projeto, Rafaela Lima, afirma que sem a sociedade civil, os efeitos da pandemia seriam ainda mais devastadores.


"O poder público não chega à grande maioria das demandas dessas populações, e, em função disso, as próprias pessoas estão se articulando para construir respostas. Então existe um amplo contingente de iniciativas informais coletivas, que têm segurado mesmo a pandemia para que ela não seja absolutamente devastadora nesses territórios. Os nossos índices de impactos negativos da pandemia estariam infinitamente piores se não fosse essa ação desses sujeitos da sociedade civil".


Fonte: CBN

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