Hortas urbanas são organizadas por grupos contemplados pelo Audioetal

Por meio do Audioetal, ação da Comunidade Viva Sem Fome, grupos contemplados realizaram ações locais voltadas para agricultura urbana. Além de colaborarem na construção dos materiais que são distribuídos nas 10 mil cestas básicas mensais, eles receberam um recurso que permitiu realizar atividades especialmente pensadas para suas comunidades.


Sugerido pelo Projeto Itamar @projeto_itamarbh e pelo Projeto Esperançar @projeto.esperancar, o tema do mês de dezembro foram Hortas em todos os lugares.


No Aglomerado da Serra, o Projeto Itamar executou a ação através de oficinas de plantio e compostagem que beneficiaram de forma permanente seis famílias da comunidade. Uma das hortas foi implementada na casa de dois irmãos atendidos pelo projeto Crianças de Horta. Já a outra foi construída no Centro Cultural da Vila Fazendinha, e seu manejo está sendo realizado por outras 5 famílias da comunidade e pelos responsáveis pelo Centro, em mutirões que acontecem em sábados pré agendados.


Além das oficinas, foram gravados 5 vídeos educativos, com dicas sobre compostagem, adubação e hortas domésticas em pequenos espaços, que podem ser vistos nas redes sociais do projeto.

Itamar Silva, idealizador do projeto, nos conta de onde surgiu a ideia das hortas:


Com o início da pandemia, o isolamento social e seus impactos, nós do Projeto Itamar criamos uma horta em um local onde antes servia de descarte clandestino. Em seguida, criamos o projeto Crianças de Horta com a finalidade de amenizar esses impactos na vida de nossas crianças. Começamos a trabalhar com elas o respeito ao meio ambiente, a importância da alimentação saudável e sem agrotóxicos, a redução do lixo através da compostagem. Como ajudamos nossa comunidade com assistência alimentar, podemos ver a necessidade de garantir o alimento na mesa de cada um e decidimos então criar hortas domésticas, ou seja, nas casas ou em algum espaço ocioso [da comunidade], incentivando a agricultura familiar. Isto não foi por acaso, pois hoje 41% dos brasileiros estão passando por algum grau de insegurança alimentar e 19,1 milhões estão em situação grave de insegurança alimentar. Vivemos tempos sombrios, onde os preços dos alimentos estão cada vez mais caros. Ter uma horta em casa, no quintal ou até mesmo em vasos na sua laje ou varanda será́ uma opção cada vez mais viável e poderá ajudar muita gente. Com o apoio da @comunidadevivasemfome iniciamos este projeto, nossa primeira horta doméstica!”

Enquanto isso, o projeto Esperançar, que atua na comunidade da Vila Esperança, com ajuda de seus voluntários associados, iniciou a implementação de uma horta comunitária em um espaço aberto da comunidade. Foram realizadas reuniões de conscientização com moradores sobre educação ambiental, incentivo a adoção de bons hábitos alimentares, novas perspectivas de geração de renda e valorização da ocupação dos espaços de forma produtiva. Também foram realizados mutirões de limpeza e adequação do local onde a horta será instalada. Ainda estão previstas a realização de visitas da equipe técnica para acompanhamento e instruções, orientações nutricionais sobre o uso dos alimentos plantados e seus benefícios e encontros formativos sobre noções de educação financeira.


A cartilha elaborada com base na experiência desses dois grupos e que foi distribuída nas cestas básicas do Comunidade Viva no mês de dezembro, pode ser conferida clicando aqui.

Para acompanhar essas e outras ações realizadas pelo Comunidade Viva Sem Fome, acompanhe as nossas redes sociais.

*O Audioetal foi um edital em formato de áudio, que teve a sua primeira edição realizada em maio de 2021, onde iniciativas sociais trouxeram os desafios de suas comunidades e propuseram ações para mitigar esses problemas. Além de uma ação local, os grupos apontaram como tratar da temática apresentada em materiais educativos a serem distribuídos junto das 10 mil cestas de alimentos mensais doadas pela ação Comunidade Viva.